quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Revista Game Informer: nossa análise

     Chegou ao Brasil a revista Gamer Informer, a revista número 1 de videogames no mundo com mais de 6,3 milhões de assinantes e 25 anos de experiência. Recebemos um exemplar quando estivemos na BGS 2016 e, após lermos a revista decidimos postar a nossa análise.
     Para iniciar a conversa é bom dizer que finalmente este sucesso internacional chegou no Brasil. Esta primeira edição tem 96 páginas, com muitas ilustrações e imagens dos games, fotos de eventos e de entrevistados e, lógico, propagandas de jogos e acessórios, algo necessário para manter qualquer revista ou jornal, normalmente com espaços vendidos na revista. Isso não quer dizer, pelo menos em relação ao que explicamos anteriormente, que a editora está em conluio com as empresas, só que disponibilizou um espaço para que estas divulguem seus produtos. Se estes serão bem sucedidos é o de menos para a revista, pois o espaço já foi pago.
     Comecei esta explicação pelo seguinte: a primeira sessão da revista, após o sumário, é a área de feedbacks, essa em que algumas pessoas questionaram a integridade da revista. Isso já foi um banho de água fria. Pensamos que a revista seria séria e profissional e de cara nos deparamos com críticas de que ela é vendida. Sinceramente não sabemos se é ou não, mas faz com que fiquemos sempre com aquela dúvida. Algumas das críticas dizem respeito as notas dadas nos review em que, como resposta é dito que a metodologia usada é a mesma durante anos e que não irão mudar, porém feita de uma forma educada. Quanto a esta forma de análise falaremos mais para frente, mas, depois de ler as explicações de como os jogos são analisados tendemos a concordar com a revista. Por outro lado, ficamos muito preocupados com uma crítica sobre a matéria de capa de uma edição anterior, lembrando que, apesar de ser nova no Brasil, é uma velha conhecida no mundo. O leitor criticava a matéria principal desta outra edição falando do novo COD, este que gera dúvidas após o último lançamento da franquia que foi muito criticado pela critica em geral. No entanto a revista disponibilizou mais de sete páginas sobre o novo jogo. Não sei se ouve compra do espaço, como alegado, da matéria principal, mas, visto a delicada situação da franquia, ficamos com o pé atrás, mas isso é só uma sensação, não estamos falando que a revista agiu de forma tendenciosa.
     Algo que nos decepcionou foi que, ao lermos a carta do editor chefe falando de Pokémon GO e lendo o índice, imaginamos que alguns assuntos seriam ricamente abordados, como o jogo já citado e os novos consoles. Apesar de serem muito alardeados, sendo até que o editor chefe disse que tudo seria muito aprofundado sobre o Pokémon GO, a reportagem em si não foi ampla como imaginado. Deu aquela sensação de E3 quando o jogo parece o máximo na apresentação, mas é bem inferior no lançamento.
     Falando em Pokémon GO, achamos legal que a revista contou a história por traz do jogo, mas parou por aí. Uma rápida explicação de como este funciona e uma micro reportagem sobre o impacto no preço dos imóveis que o jogo poderia causar, isso bem interessante, completam a tão prometida reportagem incrível. Decepcionante. 
     No geral as reportagens são interessantes, apesar de conterem erros de português e serem apenas uma versão traduzida da revista, sem ter um conteúdo local, dando aquela ideia de " fica aí com esse treco que traduzimos". Achamos certo da revista em comentar o escândalo da compra de Youtubers nos Estados Unidos e a consequente falta de transparência. Outras reportagens que se sobressaíram são: o relato de um pai em busca de jogos infantis, a história por trás dos jogos de personagens da Nintendo que não foram feitos pela empresa e da empresa que ressuscita antigas franquias. As demais são normais ou até decepcionantes, na nossa opinião, apesar que, verdade seja dita, o trabalho de pesquisa e os contatos com as grandes empresas permitem que a revista consiga informações exclusivas, um dos pontos fortes da publicação.
     A matéria de capa sobre a nova DLC de Destiny gerou empolgação, fornecendo a opinião do jornalista e seus comentários da respectiva gameplay, porém, cometeu um erro, por sinal presente em toda a revista, de spoilar. Não, eles não chegam ao ponto de entregar o final do jogo, algo que eles também não tiveram a chance de ver, mas de boa parte da história, sem falar do final e andamento das outras temporadas do jogo. Algo como falar " no meio do jogo você descobrirá que fulano, o personagem que fazia certa coisa na realidade é um guerreiro importante". Uma coisa seria dar comentários a la youtubers de como sentiu a jogabilidade e o que ele imagina que vai acontecer, outra é entregar alguns dos itens raros disponíveis no jogo, como a história irá se desenvolver e assim por diante. Este foi o ponto mais fraco de toda a revista.
     Algumas sessões da edição, além de serem bem divertidas, são bem interessantes. Uma sessão para os desenhos dos fãs, algo até comum, mas bem legal, a parte "O bom, o Mau e o feio", muito criativa falando rapidamente de sucessos, fracassos e momentos lamentáveis entre as edições, como um grande jogo, uma DLC ruim e assim por diante, o TOP 10 de objetos destrutíveis e uma lista de produtos para consumo baseada no jogo Destiny. Pena que muitas destas coisas não chegam ao Brasil e precisam ser importadas com um preço absurdo. em todo caso, Adoramos todas estas sessões.
     A linguagem usada tende a ser mais comum, bem divertida, apesar de que, em alguns pontos fica meio confusa, talvez seja problema de tradução, mas no geral é boa e amigável, diferente da letra que, em algumas reportagens é bem pequena.
     Na parte da preview, onde os futuros lançamentos são comentados existe uma aura de otimismo com uma torcida de que os jogos serão bem recebidos, apesar de conter críticas que os jornalistas esperam que sejam corrigidos até o lançamento. Como fãs de games, entendemos esse comportamento, sempre torcendo para o crescimento do setor e tendo esperanças de que as empresas corrigirão os defeitos indicados pelos fãs, porém, isso não significa que não sejamos críticos, algo que a revista pode ser questionada, pelo menos nesta sessão. Seja como for, ao ler algumas preview, começamos a fazer contas para saber quais jogos serão comprados ou não.
     Já as review são mais complicadas. Primeiro pela metodologia usada que é um pouco diferente, porém explicada, apesar de ser um pouco subjetiva, antes das análises em si serem mostradas. Em um futuro teremos um texto comparando essa metodologia, a mais comum, que também usa notas de 1 a 10 e a feita pelo Zangado. Além dos problemas acarretados pelo uso de uma nota, algo que ficou estranho é o seguinte: Existem análises que são praticamente só de críticas tendo no final um ou outro ponto forte e recebem nota 7, que significam medíocre, segundo os padrões da revista, com componentes comuns ao público e que é decente do começo ao fim. Ao nosso ver se é medíocre quer dizer mediano, o que seria um 5, sem falar que achamos estranho o uso da expressão "Decente do começo ao fim", pois assim seria algo razoável e não medíocre, ou seja, seria um patamar acima, digamos assim. Entretanto, a análise de outro jogo, praticamente só contem elogios e, no final contém algumas críticas. Pensamos que iria aparecer uma nota como 8,5 no mínimo, mas não. Veio um 7,5. Caramba, se tem tantas coisas boas porque tem uma nota tão próxima da do outro que teve mais falhas do que virtudes? Falta um balanceamento melhor, ao nosso ver.
     Para encerrar este longo texto, cabem nossas opiniões finais. A Revista Gamer Informer, por um lado é bem vinda ao nosso país, apesar de já chegar atrasada. Conta com informações exclusivas com as desenvolvedoras, algumas sessões muito divertidas, algumas reportagens interessantes e bem ilustradas, sem falar de uma forma descontraída de se comunicar, porém peca ao ser só uma tradução da revista internacional, não tendo assuntos e reportes regionais, contém spoilers em suas reportagens, análises e previews, não leva muito a opinião dos leitores em consideração, dando até respostas educadas, mas argumentando que "são assim e não vão mudar", acusada de ser tendenciosa e comprada, dando espaço para dúvida, apresenta análises com base em notas mal balanceadas e um sumário que promete muito mais do que a revista entrega. 
     Pensamos que, se a revista quer ser competitiva deve oferecer um conteúdo tão bom, ou melhor que os youtubers e, principalmente, corrigir suas falhas, ouvindo o feedback dos leitores, caso contrário, infelizmente, será mais uma revista de jogos que não vingará no Brasil, acabando praticamente com as chances de publicações deste tipo se manterem, já que são mal vistas pelo público, que as considera inferiores ao conteúdo de pessoas comuns como os youtubers e tendenciosas. Agora é esperar para ver o que acontece. Da nossa parte torcemos para o bem dos gamers e, acreditamos que revistas seriam uma boa ajuda, se forem bem feitas, é lógico.
     Saudações gamers

______________________________________________________________________

Ajude-nos a melhore a comunidade gamer do Brasil. Faça seus comentários, divulgue nosso trabalho e siga-nos nas redes sociais. Agradecemos o apoio e a confiança
  • Clique aqui para nos seguir no Twitter
  • Clique aqui para nos seguir no Facebook
  • Clique aqui para nos seguir no Google +
E não se esqueça de prestigiar os nossos parceiros. É só clicar em um dos banners aqui no nosso site, assim TODO MUNDO sai ganhando. É rápido e prático.

Nenhum comentário:

Postar um comentário