domingo, 28 de agosto de 2016

Extinção

     Fiquei muito triste ao ver que o Rinoceronte Negro Africano foi considerado extinto. Advinhem quem foi o grande culpado? O homem. Vítima da caça desenfreada pelo seu chifre, o rinoceronte desta espécie não mais existe. Com base nisso pensei algumas coisas.
     A primeira é sobre a caça. Já falamos sobre como os games podem ser um substituto sustentável para esta prática, já que, para tomar as proporções da extinção de uma espécie, não é visando a subsistência e sim pelo lucro ou um pseudo orgulho próprio. Para quem visava o chifre, e somente este, parabéns. Vocês acabara de matar sua fonte de renda. Merecem prêmios pela sua inteligência. Alguns podem falar, que, com esse dinheiro uma pessoa mantem uma família, mas plantação faz o mesmo e ainda ajuda outras pessoas. Em um continente que sofre com a fome tenho a impressão que a pessoa se daria bem na vida. Falando na fome, quando os caçadores matam o rinoceronte, eles pegam o chifre e deixam o resto às moscas. 5 toneladas duplamente desperdiçadas. 
     Uma coisa é a caça para sobreviver. Quando os exploradores europeus chegaram em territórios onde havia índios, chamava-nos de selvagens. Eles respeitavam a vida e o sacrifício animal, portanto, quem são os verdadeiros selvagens? Se os animais, sejam os caçados, sejam para abate, fossem criados e cuidados seguindo a filosofia indígena, semelhante a mostrada no filme Avatar, pelos selvagens azuis de Pandora, tudo seria aproveitado do animal e, mais importante, o sacrifício deles seria reconhecido, consequentemente o desperdício diminuiria neste caso, os animais seriam tratados de forma melhor, teríamos menos radicais vegetarianos pregando, etc. Deixando claro que não somos contra a mentalidade vegetariana e sim contra o fanatismo.
     Falta falar do orgulho do caçador. Alguns argumentam sobre a emoção da caçada, a possibilidade de enfrentar uma fera de frente. A dita emoção não seria ainda mais intensa se, ao invés de armas potentes, o caçador usasse somente suas habilidades naturais? Se eles tentassem abater um rinoceronte só com as mãos, tenho a impressão que teríamos menos caçadores, em todos os sentidos. Por outro lado, o suposto orgulho de mostrar o animal empalhado, a cabeça pendurada ou sei lá o que seria maior, já que pouquíssimos conseguiriam.Claro que ninguém tem essa coragem. É muito fácil falar de enfrentar a natureza em sua redoma de vidro com um arsenal, equipe de apoio e demais ferramentas. Isso não é enfrentar a fera, é mentir para si mesmo. É ser covarde.
     Acredito que os games poderiam ser a solução para este problema. Caçadas virtuais, sem danos aos animais e à natureza, mas com a suposta emoção gerada. Se a pessoa tem dinheiro para caçar ou para comprar jóias de chifre de rinoceronte, também o tem para investir nessa tecnologia. A diferença é que, ao invés de assassino, será considerado herói, por resolver um problema de séculos. Mas e os riscos da caça? Ao usar um simulador, o caçador está seguro. Bem, isso depende do simulador. Para os sedentos por sangue, criar uma máquina que machuca segundo os danos sofridos no jogo é bem fácil. É sádico eu sei, mas é isso que eles querem, só que deste modo, só eles sofrem pelos seus atos, além do mais, não é isso o que eles querem? Uma opção mais normal é fazer uma tatuagem em cada local machucado no simulador. Nada como mostrar as cicatrizes de combate não é? Sem contar que o reconhecimento seria maior, pois mais pessoas gostam de tatuagem do que caçadas.
     Por fim, pensando sobre a extinção. Sempre que vimos filmes catástrofes ou jogos sobre apocalipse zumbi, de infectados ou semelhantes mexemos com aquele medo da morte presente em quase todos. Apesar de curtir esse cenário na tela sentado conformavelmente no sofá, duvido que a maioria curtiria na vida real. Então porque fazer isso com os animais? Ficamos apavorados quando vemos ataques terroristas, e com razão, ou revoltados, quando assistimos cenas de guerra ou massacres como os Holocaustos, não só o Judeu, que já é tenebroso. Se assim agimos, repito, com razão, por ver tamanha barbárie e crueldade, por que não somos assim com os animais? Prazer em comer carne, talvez. Mas nesse caso temos a filosofia Avatar já dita. O problema é que não é conosco, nem com alguém parecido. Quando vemos um humano sofrendo, pensamos que poderia ser nós ao invés da vítima, mas quando é com um animal de 5 toneladas e chifre, a associação fica mais difícil. Temos que parar com esse pensamento ignorante. Não somos dotados de inteligência? Quando vamos usá-la? Espero que rápido, pois os animais tem pouco tempo e a extinção está próxima.
     Saudações gamers e perdoe nossa ignorância, Rinoceronte Negro Africano. 
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