segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

O bode expiatório da vez

     Quando eu era pequeno, na hora do recreio eu e meus colegas brincávamos de várias coisas. Uma das nossas brincadeiras favoritas era "Polícia e Ladrão", que, para quem não sabe, é um jogo em que um grupo deve fugir, os ladrões, e o outro deve perseguir e captura-los, a polícia. Era muito divertido.
     Penso que hoje tal brincadeira deve ter sido proibida, já que induz as pessoas a serem bandidos e a fugir da polícia. Apesar do comentário irônico, será que a ideia  é tão louca assim, visto que a mesma lógica é utilizada com os videogames? Ninguém se tornou ladrão dentre os colegas que brincavam de polícia e ladrão, do mesmo jeito que não se tornaram assassinos por jogar videogames. Interessante como a sociedade  e a sua porta voz, a mídia, são tendenciosas.
     Algo comum na história humana é o temor a novidades. Livros já foram proibidos, a televisão era destruidora de vidas e nem podemos falar do Rock and Roll. Alguns melhoram com o tempo, outros pioraram e muito, mas mesmo estes não sofrem o preconceito que hoje o videogame sofre. A mídia fala dos perigos dos games e como eles influenciam a violência, mas e as novelas, onde um trai o outro por dinheiro ou os programas policiais ou mesmo os telejornais com enfase na violência e não nas evoluções do ser humano, não causam mal? O bode expiatório da vez é o videogame. Quem sabe um dia, e por isso lutamos, ele também seja aceito pela sociedade, que perceberá que culpar o videogame pela violência é tão idiota como culpar a brincadeira de Polícia e Ladrão.
     Saudações gamers

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