quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Quem joga videogame é vagabundo? NÂO!

     Infelizmente se tem no Brasil a ideia de que a pessoa que joga videogame é vagabundo. Os argumentos mais ouvidos são a falta de tempo, então se a pessoa joga tem tempo de sobra, e que jogos são coisas de crianças.
     Quanto ao tempo, eu particularmente penso que, fazendo um esforço, conseguimos fazer o que gostamos, é só nos organizar. Tanto é verdade que, no país do futebol, as pessoas encontram tempo para assistir os jogos do time, e estas são vistos, principalmente em época de copa, como patriotas, algo que não tem o mesmo impacto assistindo torneios de vôlei, basquete ou rugby. Preconceito, no caso social, é complicado.
     Já que os jogos seriam coisas de crianças por que a classificação etária? Jogos como God of War, Silent Hill, Fallout não são para crianças e nada mais correto do que a classificação etária para deixar isso claro.
     Mas voltando a questão da vagabundagem, depois da análise breve dos argumentos preconceituosos usados e já criticados, podemos ver que o que vigora não é a lógica e sim ideias infundadas. Existe algo parecido em relação ao Surf, mas pessoas como Gabriel Medina e Adriano de Souza, o Mineirinho, atuais campeões mundiais do esporte mostram que não é bem assim. Claro que muitas pessoas tem um esporte como hobby. Desde a partida de casados contra solteiros até um passeio de bicicleta no parque ou uma surfada na praia. Uma válvula de escape para os problemas do cotidiano e, em alguns casos, o trabalho em si. Não se pode generalizar. Como em qualquer coisa na vida temos pessoas que não se esforçam, que querem sempre o mais fácil e que não se dedicam a fazer mais, mas existem pessoas, felizmente, que são o oposto e não é porque estes jogam videogame ou surfam que deixam de ser esforçados.
     No futuro pretendo escrever mais destes editoriais. Quem sabe, juntos, possamos minimizar e até acabar com esse preconceito, sem contar outros que afligem a nossa sociedade. Jogar videogame é um hobby como praticar um esporte, ler um livro, ver um filme ou ouvir uma música e, para alguns, pode até ser um trabalho e não um pecado socialmente mortal. Quem sabe, no futuro seja comum ouvirmos coisas como "sou fã de Caetano Veloso, Quentin Tarantino e Hideo Kojima"?
     

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